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Artes e História: Dos Nórdicos, Bárbaros e Vikings

.:Pra melhor compreender esse projeto leia: Artes e História - Introdução:.


Tópicos

ARTE MEDIEVAL
Sugestão de leitura.

O foco sai da representação e vai pro significado, dessa forma criam uma nova linguagem. 
A arte clássica não some durante a id. média.
No norte da Europa a tendência ao abstracionismo era maior do que no litoral, que ainda tinha grande influência helenística. 



NÓRDICOS E BÁRBAROS
Celtas

Arte dos povos germânicos ou arte bárbara refere-se à arte dos povos conhecidos genericamente como bárbaros (mongóis, vândalos, alanos, francos, germânicos e suecos entre outros) que, depois da queda do Império Romano, avançaram definitivamente sobre a Europa.

Esses grupos, essencialmente nômades, não demoraram a assimilar a cultura e a religião (Cristianismo) dos povos conquistados, ao mesmo tempo que lhes transmitiam seus próprios traços culturais, o que deu origem a uma arte completamente diferente, que assentaria as bases para a arte européia dos séculos VIII e IX: o estilo românico.

Foi também a partir dessa época que artistas e artesãos se organizaram em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos.

O fato de não possuírem um habitat fixo influenciou grandemente os costumes e expressões artísticas dos bárbaros. Era notável sua destreza naquelas disciplinas que permitiam a fabricação de objetos facilmente transportáveis, fossem eles de luxo ou utilitários.

Assim, não é de admirar que tenham sobressaído na ourivesaria, na fundição e moldagem de metais, tanto para a fabricação de armas quanto de jóias, e nas técnicas de decoração correspondentes, como a tauxia ou damasquinagem, a esmaltação, a entalhadura e a filigrana.

Não representavam a figura humana, preferiam padrões geométricos e arabescos.

Fíbula proveniente do sepulcro de Sutton Hoo, Londres, British Museum, séc. VII

- Alfinete que fixava os mantos no ombro. Objeto celta.
Pensavam muito as molduras e os centros geométricos.

Evangeliário de Lindsfarne, Londres, British Library, séc. VIII

- Lidam com a decoração das letras da mesma forma com que lidam com a decoração dos objetos: formas abstratas com molduras e interior geométrico.

David vitorioso, Cassiodoro de Durham, Catedral de Durham, séc. VIII

- Representação muito esquemática, nada realista. Não tem gradação de luz e sombra, perda dos volumes e do fundo.
Figura muito genérica, sabemos que é Davi porque ele está com seu nome em uma placa.

Cristograma, Livro de Kells, Dublin, Trinity College, séc. VIII

- A decoração lembra a de um tapete persa. Possui tanta informação que as letras se perdem.
Não gostavam de espaços vazios.

Virgem com o menino, Livro de Kells, Dublin, Trinity College, séc. VIII

- Esta é a primeira representação da virgem feita no ocidente. Não tinham conhecimentos de anatomia pois nunca havia sido feito esse tipo de representação. Foi utilizado um tratamento esquemático baseado em formas geométricas básicas.


VIKINGS
Noruegueses, dinamarqueses

Ornamento de Bronze, Copenhagen, Dänischer Nationalmuseum, séc. XI

- Preferência ao abstrato. São menos geométricos.
Usavam muito da zoomorfia: animais que se tornavam abstratos.

Sacramentarium Gelasianum, Roma, Biblioteca do Vaticano, séc. VIII (Merovíngio)

- Gosto por decoração semelhante ao celta porem mais colorido.
Figuras ligadas a natureza, bem estilizadas, querem dela apenas o efeito ornamental.

São Mateus, Codex Aureus de Canterbury, séc. VIII, Bilbioteca Real, Estocolmo.

- Nos mostra que a prioridade da obra é passar a mensagem, não importando a sua fidelidade.
Tentativa de sugestão de arquitetura, apesar dela ser fantasiosa. Tentativa de variação de cores para criar volumes, apesar disso a imagem ainda se mantém muito estática.

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Continua em: ARTE CAROLÍNGIA 

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